domingo, 21 de junho de 2009

Movimento cineclubista já!

Rio Branco recebe seminário sobre consolidação e sustentabilidade de cineclubes

Por Giselle Lucena

Você é daqueles cinéfilos que não se contentam com os filmes que passam nos grandes cinemas? Que não ficam satisfeitos em apenas assistir, mas querem também discutir e trocar idéias? Que acreditam que o cinema é fundamental no processo educativo? Então entre nesse clube! Durante o Seminário Circuito em Construção: Auto-sustentabilidade Cineclubista, produtores culturais, cineastas, dirigentes públicos da área da educação e da cultura, e demais interessados estarão juntos discutindo o processo de implantação do movimento cineclubista, sua consolidação e sustentabilidade.

O Seminário vai acontecer nos dias 26 e 27 de junho, na Filmoteca da Biblioteca Pública. O horário é das 17 às 21horas no primeiro dia, e das 9h30 às 17horas no segundo dia. A realização é da Associação Samaúma Cinema e Vídeo, com apoio do Governo do Estado, por meio da Fundação Elias Mansour e ALEAC; da Papelaria Arnaldo, e parceria da ABDeC e Cineclube Batelão.

PROGRAMAÇÃO

Palestras e mesas-redondas compõem a programação do Seminário. A primeira palestra acontece na sexta-feira, com o tema: “Cineclubes, uma rede em defesa dos direitos do público”, ministrada por Antônio Claudino de Jesus, Presidente do Conselho Nacional de Cineclubes e Vice-Presidente da Federação Internacional de Cineclubes. Em seguida, serão apresentados relatos de experiências locais: Fátima Almeida (Cineclube Aquiry); Arison Jardim (Cineclube Batelão); Sérgio Carvalho (Circuito Documentário); Tonivan (Filmoteca Acreana) e Wander Silva (Núcleo de Produção Digital da Usina de Arte João Donato) estarão juntos falando sobre o movimento cinematográfico no Acre.

No sábado, serão realizadas três palestras: Direitos Autorais, por Gilvan Veiga Dockhorn, Diretor Regional do Conselho Nacional de Cineclubes/RS e Cineclube Vagalume/RS; Programação e Distribuição de Conteúdo, com Frederico Cardoso, Coordenador Executivo do Cine Mais Cultura; e Auto-Sustentabilidade Cineclubista, com Eduardo Ades, Representante da ONG Tela Brasilis.

Para finalizar, uma grande mesa-redonda sobre Mecanismos de Financiamento da Cultura, composta por Daniel Sant’Ana, Diretor-Presidente da Fundação Elias Mansour; Karla Martins, Chefe do Departamento de Incentivos Fiscais à Cultura; Marcos Vinícius Neves, Presidente da Fundação Garibaldi Brasil; Alcinete Damasceno, Representante Titular da Câmara Temática de Audiovisual do Conselho de Políticas Culturais de Rio Branco; Rose Farias, Presidente da ABDeC-AC; Adalberto Queiroz, Presidente da ASACINE e Eduardo Ades, Representante da ONG Tela Brasilis. Dúvidas ou mais informações, entre em contato pelo e-mail: samaumacinevideo@gmail.com.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

“Os mano, pô. As mina, pá!”


CUFA realiza etapa Acre do Festival Rap Popular Brasileiro


Por Giselle Lucena
Fotos: Thielly Mariano e Giselle Lucena


No Acre não têm favelas nem morros como aqueles das grandes metrópoles do país. Mas aqui, por trás dos discursos da florestania e da autossustentabilidade, existe periferia com os típicos problemas sociais de uma sociedade que também sofre com a desigualdade e violência. A periferia social acreana fica nos declives geográficos por onde os varadouros nunca cortaram. E lá, como numa grande favela, existe rap, break, graffiti. Existem jovens que usam o corpo na dança, usam a lata de spray, usam a sua voz para tentar transformar e melhorar a realidade em que vivem através de um movimento artístico, que também é social, político e ambiental.

Assim, do lado de cá da Amazônia, o Hip Hop, movimento genuinamente urbano, aparece numa contradição explícita, expondo um contraste geográfico e também ideológico, numa cultura que retrata a manifestação de uma inconformidade social e defende o meio-ambiente, levando o urbano à floresta e, ao mesmo tempo, a floresta ao urbano.

RPB - Agora, grupos e artistas estão convocados a cantar mais alto e participar da etapa acreana do Festival Rap Popular Brasileiro, promovido pela Central Única das Favelas – CUFA. As inscrições ficam abertas até o dia 15 de julho e devem ser feitas pelo site oficial do evento, (www.rpbfestival.com.br/) no link de seu respectivo Estado. Para confirmar a inscrição, é necessário enviar uma amostra de música e a documentação exigida no site.

O evento acontece no dia 26 de julho, às 18horas, na Praça do Mercado Velho. Lá, os rappers acreanos mostrarão seus trabalhos e serão julgados por um júri especializado e pelo voto popular, de acordo com os critérios: Letra, Música e Desempenho de Palco. Todas as músicas devem ser inéditas e de autoria dos participantes.

Vamos ao que interessa

Além de dar voz e espaço aos grupos e artistas, revelando talentos e particularidades da região; além do intercâmbio cultural, do estímulo e apoio ao movimento Hip Hop acreano; o Festival oferece também prêmios em dinheiro. O primeiro lugar na Etapa Acre, garante vaga na fase nacional do festival e recebe R$ 500. Os classificados em segundo e terceiro lugares receberão R$ 300 e R$ 200 respectivamente. A grande final nacional acontece sob o Viaduto Negrão de Lima, em Madureira, Rio de Janeiro.

Para mais informações acesse: www.cufaacre.blogspot.com e www.rpbfestival.com.br


terça-feira, 16 de junho de 2009

Acústico em som maior


"Tangos & Valsas" é o show da vez do Acústico em Som Maior. Nele, o instrumentalista André Dantas apresenta clássicos internacionais e composições autorais, entre elas, canções totalmente instrumentais e outras letradas por parceiros.


Roteiro Musical
Por una Cabeza / Duas Estações / Tango / Eu e Você / Estudo em Dó Menor / Queimadas Lembrando Hélio Melo / Para Emilly / Tsunami / Tangos e Rios / Ultima Valsa

Paticipação Especial:
Graça Gomes - Voz / Gilberto Lucas - Guitarra / Ana Kassia Dantas - Voz / Célia Gomes - Voz / Atauaupa Ribera - Violino

Ficha Técnica
Acordeon e Piano: André Dantas
Iluminação: Mayk Vasconcelos
Som: Beto Dantas
Produção e Direção Artística: Tácio de Brito Jr. e Alexandre Nunes.

Onde: Theatro Hélio Melo
Quando: 16, 23 e 30 de junho às 19 horas.
Ingressos: R$ 5 (inteira) e R$ 2 (promocional e meia)

Entre nesse rumo!


Inscrições para o edital Rumos Jornalismo Cultural irão até o dia 31 de julho de 2009.


O edital é dirigido a professores (graduação e pós) e estudantes de graduação dos cursos de COMUNICAÇÃO SOCIAL e JORNALISMO. Informações completas, conteúdo, critérios de participação, como enviar trabalhos e prêmios na página Itaú Cultural. Dúvidas: envie e-mail para rumosjornalismo@itaucultural.org.br

Participe, divulgue!

Resumo do edital

A terceira edição do Rumos Jornalismo Cultural reitera a importância de identificar um caminho possível para a compreensão dos papéis e das funções da mídia, da academia e das instituições culturais no jornalismo de cultura brasileira.

O edital é dividido em duas carteiras distintas:

- carteira Estudantes: o estudante deve estar cursando - no 1º semestre de 2009 - o terceiro, o quarto ou o quinto período de graduação em jornalismo ou comunicação social. O candidato deve inscrever uma reportagem de cultura. As reportagens podem podem ser feitas em: mídia impressa; mídia sonora; mídia audiovisual ou web-reportagem, realizada de acordo com as especificações expressas no edital.

- carteira Professores (graduação e pós-graduação): o profissional, que deve ter pelo menos dois anos de experiência comprovada, concorre com um trabalho individual, ainda não publicado. O texto deve abordar o aperfeiçoamento do professor na disciplina de jornalismo cultural e/ou formação do aluno em jornalismo cultural. O texto pode ser uma reflexão, projeto ou case.

Blog Rumos: acompanhe as novidades do programa Rumos em todo país no Rumos 2009 .

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Eita feriadão!

.. E num tem nada pra fazer nessa cidade, né?! Confere aí!

ARTES PLÁSTICAS

O quê: exposição Perfil, do artista Ismael Martins, de Tarauacá.
Quando: 5 de junho à 9 de julho, de segunda à sexta-feira, das 8 às 20 horas; final de semana e feriados, das 16 às 20
Quanto: Entrada franca
Onde: Galeria de Arte Juvenal Antunes, rua Senador Eduardo Assmar, Gameleira, nº1291, Rio Branco

MÚSICA

O quê: The Originals
Quando: 12 de junho (sexta-feira), às 22 horas
Quanto: R$ 300,00 (mesa)
Onde: Clube Juventus
Informações: 32442082 / 81118656

CINEMA I

O quê: Sessão do Meio Dia no Sesc, com Lavoura Arcaica (Brasil, 163min, 2001).
Quando: Dia 11 de junho (quinta-feira), às 12 horas
Quanto: Entrada franca
Onde: Sesc Centro (Av. Brasil, nº 173 - Centro), Rio Branco

CINEMA II

O quê: Sessão Infantil na Filmoteca, com A Ilha da Imaginação (EUA, 96min, 2008),
Quando: Dia 11 de junho (quinta-feira), às 16h30
Quanto: Entrada franca
Onde: Filmoteca da Biblioteca Pública Estadual (Av. Getúlio Vargas, nº389, Centro), Rio Branco

CINEMA III

O quê: Sessão das Sete no Sesc, com Amém (França, 130min, 2001).
Quando: Dia 11 de junho (quinta-feira), às 19 horas
Quanto: Entrada franca
Onde: Sesc Centro (Av. Brasil, nº 173 - Centro), Rio Branco

CINEMA IV

O quê: Série DOCTV Brasil IV
Quando: A partir do dia 5 de junho, toda sexta-feira, às 21h30
Onde: TV Aldeia, filiada do Canal Cultura no Acre, canal 2

BAZAR & MÚSICA

O quê: Música, moda e diversão com a Banda Frida Kahlo e som eletrônico da Dj Claudinha e Janu Schwab.
Quando: Dia 14 de junho (domingo), a partir das 17 horas
Quanto: R$3
Onde: Loft Bar, atrás do campo do Vasco, Rio Branco.

TEATRO

O quê: Monólogo A Descoberta das Américas, com Júlio Adrião. Classificação: Adulto.
Quando: Dias 10, 11, 12 e 13 de junho, às 20 horas
Quanto: Ingressos a R$5 e R$2,50 (meia)
Onde: Usina de Arte João Donato (Avenida das Acácias, Nº.1 - Zona A - Distrito Industrial), Rio Branco

TEATRO II

O quê: espetáculo A Menina e o Palhaço. Classificação: livre.
Quando: Todos os domingos de junho, às 17 horas
Quanto: R$10 (inteira) e R$5 (estudante)
Onde: Theatro Hélio Melo (Av. Getúlio Vargas, nº 309 - Centro), Rio Branco

FEIRA

O quê: Feira de Negócios do Acre
Quando: Dias 11, 12 e 13 de junho (quinta-feira, sexta-feira e sábado), a partir das 17 horas
Quanto: Entrada franca
Onde: Estacionamento do Estádio Arena da Floresta, Rio Branco

Vai um joguinho aí?

Por Giselle Lucena


I Minimaratona de Jogos de Mesa


Dominó, Xadrez, Dama, Tênis de mesa... Tá afim de jogar? Então entre nessa! A I Minimaratona de Jogos de Mesa vai acontecer neste sábado (13), a partir das 8horas, no Centro Cultural Lydia Hammes, no bairro Aeroporto Velho. Vai ser o dia todo de competição! Quem realiza é a Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil, em parceria com a Federação de Xadrez e da Federação de Dominó e Dama.

Mais informações no blog: Cultura.RB

quarta-feira, 10 de junho de 2009

De olho na tela e na platéia


Circuito em construção:
Seminário vai discutir auto-sustentabilidade cineclubista. Atividade envolve vários estados brasileiros


Por Giselle Lucena
Foto: Talita Oliveira


Produtores culturais, cineclubistas, cineastas, dirigentes públicos e demais interessados na linguagem cinematográfica, esta convocação vai para todos vocês: o Seminário Circuito em Construção - Auto-sustentabilidade Cineclubista, acontece nos dias 26 e 27 de junho, na Filmoteca da Biblioteca Pública. A atividade faz parte do projeto Circuito em Construção, que promove seminários em vários estados brasileiros, realizado pela Associação Cultural Tela Brasilis, com patrocínio do Ministério da Cultura, via Fundo Nacional de Cultura. No Acre, a promoção é da Associação Samaúma Cinema e Vídeo, com apoio do Governo do Estado, por meio da Fundação Elias Mansour e ALEAC, da Papelaria Arnaldo e parceria da ABDeC e Cineclube Batelão.

De acordo com uma das responsáveis pelo evento, a publicitária Isabelle Amsterdam, a discussão vai trazer novos rumos para este setor cultural no Acre. Segundo ela, a expectativa é que seja compreendido o processo de implantação do movimento cineclubista, a sua consolidação, além do suporte necessário para a permanência e sustentabilidade. “Queremos provocar a criação de novos cineclubes e a formação de uma rede de audiovisual, inclusive em espaços escolares, com propostas de integração com a comunidade, além da formação de uma federação estadual de cineclubes para melhor troca de experiências e produções”, explica.

Para isso, durante o seminário os participantes terão esclarecimentos sobre o universo cineclubista, sobre como conseguir a sustentabilidade diante da legislação, além de saídas alcançadas para fomentar a atividade. “É preciso mostrar a importância do cineclube para a formação e enriquecimento cultural da população, como também a valorização do audiovisual como ferramenta para produção de conhecimento”, detalha Isabelle.

UNIÃO FAZ A FORÇA!

A Associação Samaúma Cinema e Vídeo surgiu numa discussão iniciada no curso de Cinema e Vídeo da Usina de Artes João Donato. “Alguns alunos pensavam numa forma de organização coletiva para produção audiovisual em Rio Branco”, diz Juliana Machado, presidente da associação. Amadurecendo as idéias, o grupo começou a desenvolver, em novembro do ano passado, o estatuto e o processo para regularização jurídica. Enquanto isso, 12 pessoas já estão associadas, entre elas, acadêmicos e profissionais da área de comunicação e da educação.

Além de fomentar a produção cinematográfica local, o grupo tem o objetivo de formar público para o cinema, criando novos espaços e dinamizando os já existentes. “Vamos utilizar a obra audiovisual como geradora de reflexões e debates sociais, preservando e difundindo informações sobre o patrimônio histórico e artístico audiovisual acreano, brasileiro e latino americano”, explica a presidente. Segundo ela, a Samaúma também pretende prestar assessoria e serviço a pessoas físicas e jurídicas, de caráter público ou privado no que se refere à produção e ao estudo de soluções para os problemas relacionados com cinema e vídeo. Os interessados em se juntar ao grupo ou em obter mais informações, é só entrar em contato pelo e-mail: samaumacinevideo@gmail.com.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Aguardem!!!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Música na Bienal da Floresta

Recital de piano acontece nesta sexta-feira, às 19horas

Por Giselle Lucena

Quem disse que a Bienal da Floresta é só de livros? É da leitura não só de histórias, mas também da arte e da música. Durante toda a semana, diversas apresentações musicais foram realizadas na Praça da Revolução, das 19h às 20horas. Nesta sexta-feira (05), a programação musical da feira continua com um recital a cargo do pianista gaúcho Marcelo Brum, professor do curso de Música da Universidade Federal do Acre - Ufac.

Segundo ele, o programa será um verdadeiro panorama da música brasileira composta entre o final do século XIX e os dias de hoje. Portanto, entre os clássicos da literatura expostos na praça, os visitantes vão se deparar também com obras musicais de Heitor Villa-Lobos, Francisco Mignone, Ernesto Nazareth, Octávio Pinto, Walter Schultz, Alberto Nepomuceno e outros. “Tive como critério de seleção a diversidade da música brasileira, com objetivo de trazer à comunidade rio-branquense obras certamente inéditas aqui, e claro, trabalhando com uma linha de pensamento estético onde o elemento ‘agradabilidade’ estivesse sempre presente”, explica o músico.

No que se refere aos destaques do recital, além de valsas e choros de Nazareth, Marcelo afirma que vai apresentar obras de Alberto Nepomuceno que, “para muitos musicólogos, é o marco da música nacional, a primeira obra de real cunho nacionalista, composta sem influências européias”. O pianista chama atenção para uma música de Octávio Pinto, ‘descoberta’ na biblioteca da Indiana University, nos Estados Unidos. “Até hoje não tenho notícias de ninguém que a tenha tocado aqui no Brasil”. Quanto à música de Walter Schultz, o pianista garante: “não é conhecida ou não foi difundida por um motivo muito simples: sequer foi editada. O que eu tenho é uma preciosidade, uma cópia do manuscrito, que terei o prazer de dividir com o público presente”.

Sobre Marcelo Brum - Formado em Sistemas de Telecomunicações pelo Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Sul; Bacharel em Piano pela Universidade Federal de Pelotas; Licenciado em Música pela Universidade Cândido Mendes e Mestre em Piano pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem participação ativa no cenário musical brasileiro, em atividades de performance, pesquisa e produção executiva de festivais e projetos relacionados à música. Recentemente concursado para a Universidade do Acre, é lotado no Centro de Educação, Letras e Artes desenvolvendo atividades docentes no curso de Música.

Música Histórica

O repertório musical da Bienal da Floresta, do Livro e da Leitura tem inovado. Na terça e na quarta-feira, os visitantes assistiram às apresentações do grupo Subtilior Ensemble, que interpreta músicas históricas do período medieval e renascentista. O quarteto é composto por Afonso Eder, tenor e tocador de derbak; Douglas Marques, alaudista e diretor artístico; Maurênio Bonfim, tenor e flautista; e Renan Pereira, barítono e também tocador de derbak. Os três primeiros são acadêmicos do Curso de Música e o último é acadêmico de Jornalismo, todos da Universidade Federal do Acre.

Para quem ainda não conhece o Subtilior Ensemble ou quer conferir mais uma vez, o grupo vai se apresentar novamente durante a programação da Bienal da Floresta. Será neste sábado (06), às 19horas, na Praça da Revolução.

Foto: Sérgio Vale/Secom

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Lançamento da série DOCTV IV


O Governo do Acre, por meio da TV Aldeia e Fundação Elias Mansour, e a Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas do Acre (ABDeC/AC) lançam a série DOCTV IV na próxima quinta-feira, dia 4, na Praça da cabeceira da Passarela Joaquim Macedo, a partir das 19 horas. O primeiro documentário a ser exibido é O Mergulho de Sílvio Margarido, vencedor da última edição do projeto.

Sinopse
O rio Acre é o protagonista do documentário O Mergulho, por meio de suas múltiplas representações presentes nos personagens que com ele se relacionam. Seja por meio do olhar daqueles que dele sobrevivem ou daqueles que nele tentam tirar suas vidas, o rio acompanha em suas margens a história de Rio Branco e seus moradores.

O Mergulho foi o vencedor acreano da quarta edição do DOCTV, Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro. Uma realização da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, ABEPEC (Associação Brasileira das Emissoras Públicas Educativas e Culturais), Fundação Padre Anchieta (TV Cultura) e Empresa Brasil de Comunicação (TV Brasil), com o apoio da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas, ABD.

Sílvio Margarido
Diretor, roteirista e produtor de diversos documentários e curtas-metragens de ficção. Também é poeta e músico.

Série DOCTV IV
A iniciativa conta com 55 documentários que participaram do DOCTV IV e serão exibidos na TV Aldeia sempre as sextas-feiras, a partir das 21h30.

* com informações de SuramaChaul - Coordenadora do DOCTV no Acre

+info: Praça da cabeceira da Passarela Joaquim Macedo - Segundo Distrito

Programação de sábado e domingo da Bienal


SÁBADO – 30 de MAIO


9 às 20 horas
Hall do Mira Shopping – Exposição de Artes Plásticas
Chico Mendes segundo Rivasplata.

14 às 17 horas
Tenda Bolha – Comunidade Digital
Oficina de WebRádio. Público Alvo: a partir de 16 anos


16 às 18 horas
Filmoteca da Biblioteca Pública Estadual – Mesa Redonda
O Livreiro Arthur Jerosch.


19 horas
Anfiteatro da Praça da Revolução – Recitais Bienal da Floresta
Língua de Sogra, com Alexandre Anselmo, Dom Carlos, Fernando Monte e Virgínia Villanova.

DOMINGO – 31 de MAIO

9 às 20 horas
Hall do Mira Shopping – Exposição de Artes Plásticas
Chico Mendes segundo Rivasplata.

9 às 12 horas
Filmoteca da Biblioteca Pública Estadual – Mesa Redonda
A política de leitura dos Sistemas de Cultura e Educação do Acre.

14 às 17 horas
Tenda Bolha – Comunidade Digital
Oficina de WebRádio. Público Alvo: a partir de 16 anos

15 às 18 horas
Filmoteca da Biblioteca Pública Estadual – Mesa Redonda
A Integração do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas com as Bibliotecas dos Sistemas Estadual e Municipal de Educação.

17 às 18 horas
Anfiteatro da Praça da Revolução – Recitais de Poesia
Recital de Poesia.

17 às 18h30
Tenda Bolha – Comunidade Digital
Oficina de Agaquê. Público Alvo: Crianças de 07 a 14 anos

19 horas
Filmoteca da Biblioteca Pública Estadual – Cinema / Literatura
Macunaíma, Direção: Joaquim Pedro de Andrade.

19 horas
Anfiteatro da Praça da Revolução – Recitais Bienal da Floresta
Quinteto de Clarinetes e Percussão, com Anselmo Felix, Carlos Antônio, José Everaldo, Marcone Ricardo, Tiago Souza e Wendel Gomes.

Agir, reagir e interagir


*Por Francisco Gregório Filho
Meus avós, já próximos dos 90 anos de idade, decidiram ampliar suas atividades culturais, constituindo um grupo de contadores de histórias. Nomearam o grupo de Lendo e Contando. O grupo é formado por meu avô, minha avó e mais oito amigos vovós e vovôs.

A proposta do grupo é a de ler e contar histórias para crianças, jovens e adultos inclusive, os grupos chamados da “melhor idade”. Essas leituras e essas contações de histórias acontecem em espaços dos mais diversos, tais como bibliotecas, escolas, universidades, clubes, centros comunitários, casas de leitura, hospitais e clinicas e até em casas das famílias moradoras nos bairros da cidade.

O grupo desenvolveu a formação de um repertório para todos os gostos, bastante plural, uma escolha generosa. Um acervo iniciado com as lendas, os mitos, os romances, as fábulas, os contos populares, os contos autorais, poemas e os ritos de passagem.

Esses meus avós destacaram do livro Conversando sobre Educação em Valores Humanos, Editora Peirópolis, da escritora Marilu Martinelli, o seguinte trecho:

“A educação em valores humanos utiliza as histórias e os mitos porque evocam espontaneamente do interior da criança a admiração e a identificação com os valores e virtudes que eles personificam”.

“Os mitos, símbolos e imagens que aparecem nas histórias, narrativas e lendas incentivam-nos a olhar para dentro de nós mesmos e encontrar nosso verdadeiro self. Por isso, são forças mobilizadoras positivas que ajudam a construir a própria biografia.”

“Nos relatos dos heróis mitológicos está bem presente a busca em todas as etapas de cada aventura. Isso convida para a auto afirmação e uma participação ativa na vida.O herói enfrenta desafios e entra no desconhecido e geralmente encara o que mais teme. Isso facilita o enfrentamento do lado escuro da personalidade, os defeitos e erros. O herói vence os obstáculos que surgem porque acredita em si mesmo e na intervenção divina. Ele supera seus limites e sempre sai da aventura transformado em alguém melhor, mais livre e feliz. Desse modo, as crianças e os jovens descobrem potencialidades nela mesma e se capacita a efetuar mudanças nas convicções e no comportamento.”

“O ensinamento através das narrativas é atemporal, a transmissão oral tem a qualidade de poder ser empregada conforme a oportunidade.É eficiente para despertar o encantamento e a alegria. Daí, as crianças e os jovens podem se tornar menos violentos porque abrem o coração e adquirem esperança. Reconhecem suas possibilidades vendo que seres realizados e admirados tinham defeitos e dúvidas e os superaram. Vivendo os valores mesmo em ambiente hostil, eles também serão capazes dessa façanha.”

Um dia o Grupo Lendo e Contando foi a uma escola. Os narradores contaram histórias sobre os ritos de passagem para um auditório lotado de jovens, em uma escola formadora de professores, chamada ainda por minha avó de Escola Normal. Ritos de nascimento, da infância, da puberdade, de agregação, de separação e de marginalização. As jovens ficaram movidas com as histórias. Falaram como nunca, foi uma festa. Anotaram a bibliografia das histórias contadas e não cansaram de beijar vovô, vovó e seus companheiros de grupo. Quando estavam saindo, uma das alunas pediu para falar com vovó em particular.

Num canto da sala, vovó ouviu a história da moça, muito bonita, que estava cursando a segunda série ali na escola. Sonhava um dia ser professora, morava com os pais, que eram pobres, e estava precisando de um conselho. Queria que minha avó a auxiliasse a tomar uma decisão. Vovó, então, ouviu seu caso: engraçara-se por um dos professores. Ele era casado, tinha filhos, era moço, charmoso e muito sedutor. Professor conceituado na escola, levara a moça algumas vezes a um motel dos arredores e a engravidara.

Estava ela ali, diante da minha avó, já com o resultado do exame nas mãos. Vovó, então, perguntou-lhe se ela já o havia procurado para uma conversa. Ela disse que sim. “E então?”, perguntou vovó. Ele lhe dera um cheque e pedira que se virasse para tirar a criança, a solução seria abortá-la. Vovó perplexa pediu o nome do professor, a moça hesitou, minha avó a acalmou, não faria nada demais, seria apenas uma conversa com o “grande mestre”. Ela ligou para o professor e já marcaram uma conversa para o mais breve possível. Uma conversa entre os três, a moça, o professor e vovó.

Estamos preocupados com esse envolvimento de minha avó, mas sabemos que esse tipo de coisa é inevitável e que ela terá sabedoria para conduzir o encontro de forma tranqüila, a fim de tomarem decisões sensatas. O que vovó não perdoou a respeito do professor foi a transferência da questão exclusivamente para a moça, a imposição de que ela a enfrentasse sozinha. O professor também tem que participar, acompanhar, conversar, ser parceiro. É... essa é a minha avó. Que ainda comentou sobre a ética profissional do tal professor e essas questões mais complexas e dos valores humanos.

* Contador de histórias
** retirado do jornal Página 20

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural - Edital nº 2/2009

Para viagens em julho e agosto, inscrições até 31 de maio

O Ministério da Cultura divulga o segundo edital de 2009 do Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural, que cobrirá as viagens a se realizarem de julho de 2009 a abril de 2010, para as quais serão disponibilizadas, no total, R$1,9 milhão, do Fundo Nacional da Cultura (FNC). O programa se destina a artistas, técnicos e estudiosos da área cultural, convidados a participar de eventos fora do seu local de residência, para apresentar trabalho próprio, fazer residência artística ou curso de capacitação de profissionais da cultura. O evento deve ser promovido por instituição brasileira ou estrangeira, de reconhecido mérito, desde que não seja apoiado ou realizado pelo Ministério da Cultura, ou por uma de suas instituições vinculadas.

As inscrições variam de acordo com o mês em que se realizará a viagem (ver calendário abaixo). Para julho e agosto, seguem até as 23h59 do dia 31 de maio, devendo o interessado preencher o cadastro. Em Brasília, os interessados que não tiverem acesso à internet podem se encaminhar à sede do MinC na Esplanada dos Ministérios, bloco B, 1º andar, Divisão de Atendimento ao Proponente/SEFIC, onde será disponibilizado, das 8h às 18h de segunda a sexta-feira (exceto feriados), computador para inscrição.

É possível anexar documentos comprobatórios do currículo, ou outros tipos de material (artigos publicados, portifólio etc) que o candidato julgar relevantes para a análise. Podem se inscrever pessoas físicas, grupos ou entidades culturais privadas e sem finalidade lucrativa, cujas candidaturas serão divididas em solicitações de grupo e solicitações individuais, que concorrerão separadamente. Apenas no caso destas últimas poderão ser apresentados pedidos com vistas a residência artística ou curso de capacitação de profissionais da cultura.

Mudanças e critérios - No tocante aos critérios para atribuição de pontos, houve algumas modificações. No intuito de fortalecer a disseminação das ações culturais no interior do país, além da bonificação de 0,5 às candidaturas originárias de fora de Brasília e das capitais estaduais, também dela se beneficiarão aquelas destinadas a eventos a se realizarem fora das referidas localidades.

Em observância às políticas públicas do Governo Federal, também receberão um bônus de 0,5 as encaminhadas por comunidades tradicionais, incluindo: povos indígenas, quilombolas, ciganos, povos de terreiro, irmandades de negros, agricultores tradicionais, pescadores artesanais, caiçaras, faxinalenses, pantaneiros, quebradeiras de coco babaçu, marisqueiras, caranguejeiras, ribeirinhos, agroextrativistas, seringueiros, fundos de pasto, dentre outros grupos.

A bonificação de um ponto aquelas destinadas à participação em eventos a ocorrerem na América do Sul ou na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) permanecerá.

Os critérios a serem considerados na avaliação serão os seguintes: relevância do evento e da instituição promotora para a área cultural da atividade desenvolvida; adequação do histórico de atuação do candidato ao trabalho ou estudo proposto; relevância da atividade a ser realizada/desenvolvida para a área cultural em que se insere; caráter inovador ou experimental da atividade; contribuição para a difusão e a valorização das expressões culturais brasileiras; intercâmbio e apropriação de tecnologias e conhecimento e troca de experiência. Cada item vale até 5 pontos, e a pontuação mínima para classificação é 16.

Confira o edital:

Edital de intercâmbio nº 2/2009


Calendário de inscrições:
Data das viagens previstas e prazo para encaminhamento das solicitações:
Julho - até 31/5/2009
Agosto - até 31/5/2009
Setembro - até 30/6/2009
Outubro - até 31/7/2009
Novembro - até 31/8/2009
Dezembro - até 30/9/2009
Janeiro de 2010 - até 31/10/2009
Fevereiro de 2010 - até 3 0/11/2 0 0 9
Março de 2010 - até 20/12/2009
Abril de 2010 -até 20/12/2009

* retirado do site do MINC - http://cultura.gov.br

terça-feira, 26 de maio de 2009

Heloy de Castro e a sua Revolução Amada


Revolução Amada é o título do quinto álbum de Heloy de Castro (cantor, compositor e instrumentista) e também do seu espetáculo que marca a segunda edição do Acústico em Som Maior 2009. O show vai celebrar juntamente com o público os 39 anos de carreira do artista nesta terça-feira, dia 26, no Theatro Hélio Melo, a partir das 19h30.

Segundo Heloy, o CD demorou cinco anos para ser concluído e nesse período foi possível incluir participações especiais de vários músicos que de alguma forma fizeram parte de sua história. Por essa razão, este trabalho marca o término de um ciclo em sua carreira e o início de vários outros projetos e sonoridades.

É dele também a iniciativa e gestão do Espaço Alternativo Palhukas, que criou para fortalecer o movimento musical da cidade, dando voz aos artistas que buscam um lugar para mostrar seus trabalhos.

Revolução Amada
Oração do Látex Derramado, Acre Syndicate, Seringal Remanso, Aqui Era O Meu Lugar, Última Ceia, Phoudon Phodeu, Bom Destino, O Fio da História e Beatriz são algumas das canções presentes no setlist do músico. As participações especiais ficam por conta de Andrelino Caetano, Narciso Augusto e Clenilson Batista.

O time de peso que acompanha Heloy de Castro durante o show é composto por Baiano (percussão), Gabriel Kerchiner (violão de 12 cordas), Écio Rogério (violão solo), Clevisson Batista (baixo), Rosimar Brilhante (teclado), João Veras (flauta transversal) e Maximo (violoncelo). A direção de palco recebe a assinatura de Roberto Bala (filho de Heloy), com iluminação de Mayk Vasconcelos e som de Biau Som.

Revolução Amada vai ser apresentado ainda nos dias 2 e 9 de junho no mesmo horário e local. Mais informações acesse http://acusticoemsommaior.blogspot.com

+info: Theatro Hélio Melo - Av. Getúlio Vargas, S/N - Centro - Tel.: 3224-2133 - Ingressos a R$ 5 reais e R$ 2 reais com apresentação da carteira de estudante - Realização Governo do Acre/FEM

Ilo Krugli em bate papo com alunos de artes cênicas da UFAC


O diretor teatral e artista plástico Ilo Krugli, diretor do Grupo de Teatro Ventoforte, é o terceiro convidado do Projeto de Extensão “Conversas de Bastidores: o Teatro em Cena” da Universidade Federal do Acre. O evento acontece nesta terça-feira, dia 26, na Usina de Arte João Donato, a partir das 10 horas, com uma palestra seguida de debate para alunos e professores do Curso de Artes Cênicas e demais interessados. No assunto poderão entrar em contato com a trajetória artística e o pensamento de um dos mais importantes nomes do teatro brasileiro.

O Projeto de Extensão “Conversas de Bastidores: o Teatro em Cena” foi iniciado em março, e graças à parceria da UFAC com a Federação de Teatro do Acre (FETAC) e com a Usina de Arte João Donato, vem conseguindo realizar encontros com importantes artistas do teatro, onde os palestrantes têm podido passar um pouco de sua experiência ao público presente. O projeto foi inaugurado com o professor e diretor teatral peruano Manuel Guerrero e o segundo palestrante convidado foi o teatrólogo cubano Eberto García.

* e-mail enviado por Ágatha Lima - acadêmica de Artes Cênicas da UFAC

+info: Usina de Arte João Donato - Av. das Acácias, n° 1 - Distrito Industrial - Contato: Flávio -9981-7046

sábado, 23 de maio de 2009

Espetáculos do Festival Ventoforte de Teatro


Neste domingo encerra a temporada dos espetáculos "A Centopéia e o Cavaleiro" e "Se o Mundo Fosse Bom o Dono Morava Nele" do grupo de teatro Ventoforte. O primeiro vai ser apresentado no Teatro Plácido de Castro, às 18 horas, direcionado para o público infantil com duração de 1h40 e o segundo na Usina de Arte João Donato, a partir das 21 horas, voltado para o público adulto com 2h10 de apresentação.

A Centopéia e o Cavaleiro

Texto e direção de Ilo Krugli

Atores retirantes, como caboclos que seguem sua trajetória de vida, contam a história de uma centopéia que, dando ouvidos a vários bichos, é convencida de que não precisa de cem patinhas para andar pelo mundo. Ela permite que amarrem suas patinhas até que fica, por sugestão de uma cobra, sem nenhuma pata para andar, se transformando numa Zeropéia.

Depois, desiste dos conselhos dos bichos e de outros mortais, escutando a si mesmo e percebendo que é sim uma centopéia, aventura-se a conhecer uma grande cidade, onde encontra outros bichos e se defronta com outros problemas. Lá ela encontra uma estátua de um cavaleiro, o Filho do Pai da Pátria (São Jorge), e o ajuda a dividir suas riquezas entre os mais necessitados da cidade.

Se o Mundo Fosse Bom o Dono Morava Nele
Texto e direção de Ariano Suassuna Dramaturgia e direção de Ilo Krugli

O Mamulengo do Cheiroso vai apresentar o maior espetáculo teatral do país, assim que os atores chegarem, pois estão atrasados assistindo a gravação do último capítulo de "Auto da Compadecida" no fim da rua. Finalmente tem início a peça, e no 1º ato, Benedito, arma um plano contra os valentões da cidade Cabo Rosinha e Vicentão Borrote, para ficar com Marieta, moça cobiçada por todos da cidade, mas perde a disputa para Pedro, um caminhoneiro ex-namorado de Marieta.

Em "o caso do novilho furtado", 2º ato da peça, Benedito, livra o amigo Mateus da cadeia que foi acusado injustamente pelo fazendeiro explorador Vicente Gabão de roubar seu novilho. Mas quem será o verdadeiro ladrão? O 3º ato se passa no céu e o próprio Cheiroso, dono do mamulengo, representa o Cristo que vai ser julgado pelos personagens populares e questioná-los se vale a pena voltar para a terra e viver a vida tão sofrida.

+info: Teatro Plácido de Castro - Av. Getúlio Vargas, 2703 - Bosque – Tel.: 3224-6890 | Usina de Arte João Donato - Av. das Acácias, n° 1 - Distrito Industrial - Tel: 3229-6892/6900 | Ingressos a R$ 5 reais e R$ 2,50 com apresentação da carteira de estudante | Realização do Governo do Acre/FEM

Pré-oficina do Ponto Brasil


O Ponto Brasil promove em Rio Branco a "Pré-oficina do Ponto Brasil" que é voltada para produtores ligados ao audiovisual. As atividades começam neste domingo, 24, desenvolvidas na sala de vídeo do Sesc/Centro das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas e terminam na segunda-feira com horário das 8 às 12 horas. O objetivo é discutir a metodologia para produção de coteúdo para a TV Pública.

Ponto Brasil
O programa é uma construção coletiva de produção de conteúdo para TV Pública (hoje TV Brasil). Pontos e Pontões de Cultura e produtores audiovisuais discutem a construção do Ponto Brasil desde o final de 2007. O projeto traz na sua essência o método de produção colaborativa como forma de produzir conteúdo para a TV pública. Ou seja, do começo ao fim, os pontos de cultura e grupos associados participam da discussão e produção de conteúdo coletivamente.

Atualmente o trabalho está voltado para criação de uma nova dinâmica de produção de conteúdo para a televisão, por meio de um método colaborativo de organização de conteúdo e de produção. Isso só é possível por meio do engajamento dessa grande rede colaborativa, composta por cerca de 100 pontos.

O Ponto Brasil promove também a produção de conteúdo online (internet) e presencial (oficinas de realização) de 26 programas de 26 minutos cada, com um tema para cada um.

+info: Janaina Rocha - Coordenadora do programa
janainarocha@tvbrasil.org.br
(61) 2107-1667 ou (61) 8111-9313
Site - www.tvbrasil.org.br

Camundogs encerra seqüência de shows acústicos com casa cheia e aplaudidos de pé


Por Jackie Pinheiro
É certo que o alimento do artista é o reconhecimento de público e de crítica, mas nesse item o Acre ainda está mal servido. Temos excelentes artistas, mas não temos resenhistas. Já que este é o quadro atual, vou ousar, com a cara e a coragem e na intenção de contribuir com a cena cultural acreana, tecendo alguns comentários acerca do show, munida apenas de uma forte sensibilidade para a arte e a vontade de dizer o que ainda não foi dito. Quisera eu entender de música para poder produzir uma resenha à altura do talento e da maturidade musical do grupo Camundogs, que finalizou sua ruidosa participação na sexta edição do projeto “Acústico em Som Maior” realizado pela Fundação Elias Mansour, na terça-feira, 19, no Theatro Hélio Melo, com casa cheia.

Se há uma palavra que possa definir o show da banda na temporada Acústico em Som Maior, certamente ela é “profissionalismo”. Com 11 anos de estrada e contando com músicos do quilate de Aarão Prado (voz), Marxson Henrique (teclado e piano), Raimundo Neto (bateria), João Paulo (baixo), Chico Mouse (violoncelo) e do guitarrista Gilberto Lucas, muito à vontade (embora a contragosto) no violão, a banda fez uma apresentação carregada de carisma e competência. Abro aspas para o contragosto do guitarrista: “Calvário para o guitarrista? Nem tanto. As impacientes pernas do roqueiro em parte delatavam sua vontade de estar fazendo os costumeiros solos na guitarra, mas também demonstravam sua empolgação com o resultado do trabalho”.

Para completar o time, o produtor musical da banda, André Dantas (teclados), renomado músico acreano, somou e ampliou ainda mais o alto nível sonoro do espetáculo, composto por músicas do EP “In...dependente”, lançado oficialmente naquela noite com músicas autorais, e do DVD "Acústico & Plugado", gravado em 2007.

A primeira impressão é a que fica
Abertas as cortinas, a impressão que tive foi a de que estava na gravação de um daqueles shows acústicos gravados pela MTV que a gente vê na televisão. A atmosfera do palco era sóbria, com luz precisa, cenário eficiente, sete músicos (Sete? Yes, seven! Uma coisa meio Titãs) sentados usando roupas escuras, cada um com seus instrumentos. À exceção de Aarão, munido apenas pela voz, que talvez seja o maior instrumento da banda. Definitivamente, ele é dono de um timbre de voz incomum e que agrada os ouvidos mais exigentes. Mas vamos ao show... Aarão abriu o set com a música Em Paz, seguida por Delicadas Formas de Ironia.

Poltrona especial para convidado Heloy de Castro, um dos ídolos da banda

Na seqüência, a participação de Heloy de Castro na música O Termo, citado como referência da banda, teve direito a dueto com o vocalista Aarão Prado e poltrona especial para o convidado. Muito aplaudido, Heloy – que é o próximo a se apresentar no projeto Acústico em Som Maior - deixou o palco juntamente com os músicos Marxson, Raimundo Neto e João Paulo, para um momento tão intimista quanto aguardado: a apresentação da nova música da banda, chamada “¼”.

Isso mesmo! O nome da música é um número fracionado! A melancolia que permeia a nova música é um dos mais belos momentos do show. Letra e melodia são extremamente coerentes onde a instrumentação mostra-se competente e de agradável sonoridade proporcionada pelos belos solos do cellista Chico Mouse e do pianista André Dantas, com uma generosa amostra do talento e da extensão vocal de Aarão.

Hora de voltar à formação inicial. Com todos os músicos no palco, o show segue com uma brilhante adaptação de Diga lá, Rapaz!, no melhor estilo rockabilly, sugerida por André Dantas durante os ensaios e aprovada pela banda. Cá embaixo, os Camundogs faziam a música de Tião Natureza, enquanto o autor do sucesso da década de 80 abençoava lá de cima. Com certeza aprovava o que via e ouvia!

O show com 11 músicas e pouco mais de uma hora de duração prosseguiu com a canção Um Som, seguida de Contraponto, composta pelo líder da banda em homenagem a sua mãe, que compareceu pela primeira vez a um show da banda na segunda apresentação do projeto. A música seguinte foi Something. Ora, não poderia faltar “aquele momento” Beatles! Afinal, todo roqueiro que se preze teve influência dos rapazes de Liverpool. E para isso os roqueiros da Camundogs optaram por apresentar a música com os arranjos originais já conhecidos do público.

André Lima, o vocalista da banda Capuccino Jack. Voz marcante e grande presença de palco

Se no início do show, a banda se valeu da experiência do veterano Heloy de Castro, no final contou com a densa e visceral performance do “baby face” do rock acreano André Lima, em Depois da Tarde. Com voz marcante e grande presença de palco, o vocalista da Capuccino Jack dá provas que a nova geração do rock não está pra brincadeira. Ao final agradeceu o convite de dividir o palco com os músicos e arriscou algumas palavras a mais, porém a emoção não permitiu que as mesmas aparecessem numa seqüência lógica. Resolveu, então, definir o show com uma palavrinha impublicável, obviamente arrancando gargalhadas da platéia. “Galera, o showt tá f....”, resumiu.

Ufa! Hora de relaxar um pouco... Foi realmente uma “viagem” ouvir Aarão Prado cantando a música Viagem, da banda Mapinguari Blues, muito bem acompanhado pela entusiasmada platéia, que cantou em coro todos os versos. É a programação da Rádio Aldeia rendendo bons frutos!

Hora de fechar as cortinas! Que pena...

Fim do show com muitos aplausos e pedidos de bis

E tendo como ressonância um coletivo “ahhhh!” do público presente, foi que Aarão anunciou o fim da temporada acústica com a derradeira música do espetáculo - Sessão da Tarde, embora os ponteiros do relógio já passassem das 21h. Ao final, durante os extensos agradecimentos a todos que ajudaram no projeto, um momento de descontração. O baixista João Paulo pediu a palavra e disse que tinha um recado final. Tentando imitar voz de criança disse que “queria mandar um beijo pra minha mãe, pro meu pai e pra você”, arrancando gargalhadas e aplausos da platéia. E foi com esse espírito alegre que as cortinas se fecharam.

Eu diria que a Camundogs surpreendeu o público presente. Não houve falhas que pudessem ser percebidas - além da emoção sentida em alguns momentos na estremecida voz de Aarão -, mas isso era apenas um detalhe frente à genialidade do espetáculo. Enfim! A banda estava muito à vontade no palco e fez um excelente trabalho, mostrando sintonia entre os integrantes, arranjos criativos e boa postura de palco, que seduziram o público. Com músicos deste naipe, não tinha como ser diferente, não é mesmo? Foi um show irrepreensível que mostra a nova fase, mais profissional e cada vez mais sólida, em que se encontra a música “in... dependente” acreana. Valeu muito ter assistido e com certeza o público ficará no aguardo de novo show. Que venham os próximos!

Além disso, muita gente comentou positivamente a respeito da qualidade do som e da luz, achando que fossem técnicos de fora, mas não! Eram acreanos mandando muito bem. As luzes, feitas por Mayk Vasconcelos e Saulinho Machado estavam perfeitas, nas cores, no tempo e na intensidade, e eram complementadas pelo som cristalino assinado por Beto Dantas, permitindo à platéia sentir o espetáculo por inteiro, em cada nota tocada e cantada pelos músicos.

Devo e quero destacar ainda o trabalho impecável de guerreiros como o diretor geral do espetáculo Alexandre Nunes, o diretor musical André Dantas e o produtor Tácio Júnior. A música local também não sobreviveria sem a persistência quase poética desses caras. A produtora Esfera Produções, velha parceira da banda, também estava presente registrando o show para, futuramente, transformá-lo em DVD. Enfim, a carreira da banda está de vento em popa e novos projetos virão. Agora é esperar o próximo convite! Enquanto isso o público pode ir curtindo as músicas do EP “In... dependente” e do DVD gravado em 2007. A Camundogs agradece.

Espero que esta despretensiosa resenha instigue o surgimento de resenhistas e críticos de música no Acre para acompanhar e contribuir com o trabalho crescente dos artistas da terra.

As fotos são de Talita Oliveira
+ no endereço www.flickr.com/talitaoliveira
Agradecimentos: Tiago Juruá

quinta-feira, 21 de maio de 2009

7ª Semana de Museus


O site Agência de Notícias disponibiliza a parte interna do folder da 7ª Semana de Museus que mostra a programação completa. Quem estiver interessado em conferir e até mesmo imprimir o material para acompanhar as atividades é só clicar aqui.

Tributo a João Donato no Sesc/Centro


Gustavo Ribeiro e convidados celebram os 60 anos da carreira de um dos maiores músicos do país, promovendo um passeio pelo universo do samba com o "Tributo a João Donato". O espetáculo faz parte do projeto Botequinta a ser realizado nesta quinta-feira, dia 21, no Sesc/Centro, a partir das 19 horas.

Donato dedica doses generosas do seu talento para a música desempenhando o papel de instrumentista, compositor e arranjador. Este músico acriano colocou o Brasil em evidência ao lado de grandes nomes como Tom Jobim, Sérgio Mendes e João Gilberto pela sonoridade inovadora que produziram na época e que até hoje é tida como referência para várias gerações no mundo inteiro: a Bossa Nova.

O evento agrega também uma exposição coletiva de artes plásticas, uma mostra de livros e a exibição de vídeos. A realização é do Sesc/Centro e a entrada é gratuita.

+info: Botequinta - Sesc/Centro - Avenida Brasil, 173 - Centro - Tel.: 3212-281
Site do Sesc/AC aqui | músico João Donato aqui
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